Artigos da Revista “Investidor Institucional”-Edição Jun/2012

Artigos da Revista “Investidor Institucional” – Edição Jun /2012

1)      “Preparando a Diversificação”

Com a queda das taxas de juros ficou claro que os quase R$ 300 bilhões dos Fundos de Pensão, hoje aplicados em títulos públicos, não terão mais a rentabilidade passada. As taxas atuais já não pagam a necessidade atuarial. É fundamental, portanto, a busca de alternativas.

No caso de Títulos prefixados de longo prazo, como os do plano PBS-A da SISTEL, essa conjetura é favorável porque à medida que as taxas de juros pagos pelos títulos diminuem, o preço desses papéis aumenta no mercado secundário.

Aos primeiros meses de 2012 a performance da SISTEL foi bastante favorável já que a rentabilidade nos primeiros quatro meses foi de 10% em comparação a uma meta atuarial de 3,4%.

2)      “FAELCE volta a cortar juros da meta atuarial”

A FAELCE é o fundo de empregados da Campanha Elétrica do Ceará. Os planos das Fundações adotavam como meta atuarial, as taxas de inflação mais de 6% é a adequação à nova conjetura econômica, seguida, também, orientação dos órgãos reguladores. No caso da FAELCE a nova meta atuarial é a inflação mais 4,5% ao ano.

Nos casos de planos CD, a meta atualmente utilizada de inflação mais 6% ao ano, apesar de não apresentar risco para a patrocinadora. Existe o problema do baixo nível do benefício que será recebido no futuro pelos participantes.

3)      “A pressão dos salários em alta”

Enquanto os sindicatos comemoram os resultados das negociações salariais com os empregadores obtidos nos últimos amos, com destaque para 2010 e 2011, os fundos de pensão fazem as contas para avaliar o impacto dos aumentos reais sobre os planos de benefícios.

Esses acréscimos reais trazem mais preocupação quando os planos são do tipo BD (benefício definido)  devido ao risco de déficit.

Os planos BD da FUNCEF, da Caixa Econômica Federal e o SERPROS, do Serviço Federal de Processamento de Dados, são exemplos de como os aumentos reais de salário podem gerar desequilíbrios atuariais.