Um dos itens que mais castigam o orçamento do aposentado na terceira idade é o gasto com saúde, principalmente a compra de remédios em geral e o custeio de um plano de saúde, que se torna mais caro à medida que a idade avança. A lógica das operadoras de planos de saúde é que, quanto mais envelhece, mais o segurado recorrerá aos serviços médicos e laboratoriais ou até mesmo hospitalares. Esse suposto uso mais frequente é preventivamente repassado à mensalidade dos conveniados, ainda que com certos limites.
Se isso ocorrer, o consumidor deverá tentar negociar um reajuste menor com a operadora e, se for malsucedido, recorrer à Justiça. É possível procurar orientação sobre essa questão em órgãos como o Procon, Idec e outras entidades de defesa do consumidor. O próprio Estatuto do Idoso oferece respaldo ao definir que o aumento no preço de um serviço ou produto não pode ter como único motivo a idade do cliente, pois isso caracteriza discriminação.
Farmácia Popular ajuda
Quem faz uso constante e intenso de remédios também tem meios de reduzir o impacto dessa despesa no bolso. Um deles é o Programa Farmácia Popular, que, além das unidades próprias, possui convênio com a rede privada. O consumidor tem acesso aos benefícios desse programa mediante apresentação de receita médica emitida tanto pelo atendimento de rede pública quanto da rede privada.
Outra possibilidade é cadastrar-se nos programas de descontos oferecidos pelos laboratórios Bayer, Mantecorp, Aché, Libbs, PBMS do Brasil, Epharma, MSD e Boehringer. Os descontos podem chegar a até 75% do valor do medicamento.
Fonte: Diário do Nordeste (12/04/2013) e Vida de Aposentado em Telecom (aposentelecom.blogspot.com.br)