RESOLUÇÃO 26: MERCADO ESPERA NOVAS MUDANÇAS

Em dezembro do ano passado a Resolução CGPC 26, aquela que trata da apuração de déficit e destinação de superávit, sofreu pode-se dizer as suas primeiras e até agora únicas alterações. Por decisão tomada naquele mês por unanimidade pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), foi adotada a Tábua AT-2000 suavizada em 10% e acertada a redução da meta atuarial em 1 ponto percentual a cada ano até 2018. Passados cinco meses, porém, percebe-se cada vez melhor e com crescente sentimento de urgência que as mudanças não deveriam parar por aí.
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Observa Reginaldo José Camilo (FOTO), representante do sistema no CNPC e Vice-presidente do Conselho Deliberativo da Abrapp, que essas novas mudanças não devem tardar. Reginaldo lembra inclusive   ter sido objeto de consenso no final do ano passado, quando a Resolução CGPC 26  sofreu atualizações pontuais, que essa questão do aumento do prazo para adequação do déficit já seria discutida pelo CNPC em sua primeira reunião de 2013. Inclusive, o assunto não foi alvo de deliberação em dezembro de 2012  apenas por  não constar da proposta original e não poder assim ser incluído sem seguir o ritual de  apresentação de novas sugestões.
Atualmente, pelo que determina a Resolução CGPC 26, as entidades devem equacionar imediatamente eventual déficit, se este for estrutural, e no período  máximo de 2 anos,  desde que inferior a 10% do exigível atuarial,  caso seja conjuntural. Diante da brusca queda dos juros, porém, criou-se naturalmente a expectativa de um alongamento desse prazo, para que o seu cumprimento se mostre factível. “Os novos cenários requerem um regramento mais compatível”. Para Reginaldo é fundamental não retardar essa definição para que “não terminemos discutindo em cima dos fatos”, isto é, para que a discussão não finalize misturada com os procedimentos que envolverão o fechamento do exercício de 2013, quando a redução da taxa já será sentida. No seu modo de entender, é recomendável agir o quanto antes também para que, caso assim se deseje, se amplie o debate para questões correlatas como o financiamento dos planos.
 
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- O atuário Antonio Fernando Gazzoni (FOTO), da Gama Consultores Associados, chama a atenção para um aspecto nisso tudo que considera fundamental: o novo prazo que vier a ser definido para o equacionamento do déficit do plano de benefícios precisa levar em conta fatores como  o fluxo de caixa e a duration do plano, estabelecendo-se patamares para o nível de solvência mínimo a ser observado, que pode variar para cada modalidade de plano e características destes.
Fluxo de caixa
“No que se refere ao equacionamento do déficit, tendo como premissa a aderência das hipóteses que subsidiaram o cálculo das reservas, e considerando que um plano pode estar com fluxo de caixa positivo por um longo período de tempo, mesmo que esteja insolvente do ponto de vista atuarial (deficitário), entendemos que a revisão da norma deve focar a questão analisando as diversas variáveis envolvidas no assunto”, nota Gazzoni. Com isso, determinadas situações poderiam ser monitoradas a distância pelo órgão fiscalizador.  Por outro lado, situações mais graves e complexas poderão estar afetas a um acompanhamento mais próximo da fiscalização.
Gazzoni observa que as suas reflexões têm como pano de fundo o fato de que mesmo o plano tendo apresentado resultado pontual deficitário (insolvência), pode ocorrer que as somas das receitas (contribuições mais as receitas de investimentos) superem as despesas (pagamentos de benefícios e administração do plano), ou seja, verifique-se um fluxo de caixa positivo. Isso quer dizer que o plano possui capacidade financeira pontual, e que poderá permanecer assim por um longo período, antes de apresentar fluxo de caixa negativo. Esta constatação também pode ser verificada em situações em que o plano de benefícios estiver fechado (em extinção) ou na existência de benefícios concedidos apenas, onde poderá ser observado que as receitas superam as despesas por certo período de tempo.
“Isso permite entendermos a importância de considerarmos, além da solvência, o fluxo de caixa como fundamental no estabelecimento do prazo de equacionamento de um plano, e não simplesmente o fato de se encontrar em déficit técnico, apurado na avaliação atuarial normal de continuidade do plano”, diz.
Antes da promulgação da Lei Complementar nº. 109/01, vigorava no Brasil a de nº. 6435/77, que trazia dispositivos específicos acerca do nível do ativo líquido do plano (atualmente patrimônio de cobertura) para fazer frente às reservas (provisões) matemáticas. Na época, admitia-se que a cobertura das reservas técnicas relativas aos benefícios a conceder (participantes), constituídos sob a forma de renda continuada, não fosse inferior a 70% dos recursos garantidores. Ou seja, era possível um nível de solvência de até 70% em relação aos benefícios a conceder, para o plano em continuidade.
Com o advento da Lei Complementar nº. 109/01, e a revogação da de nº. 6435/77, o nível de cobertura das provisões matemáticas (benefícios concedidos e a conceder, independente da forma de pagamento) passou a ser observado em 100%. Não obstante, a Resolução MPS/CGPC nº. 26/08 trouxe, neste quesito, a possibilidade de que o nível de cobertura das provisões matemáticas chegue a no mínimo 90%, pelo interstício improrrogável de um exercício, desde que a origem do desequilíbrio não seja de natureza estrutural e que a liquidez do plano não seja comprometida para o exercício seguinte. Observe-se que a Resolução MPS/CNPC nº. 10/12, que alterou a Resolução MPS/CGPC nº. 26/08, não trouxe qualquer novidade nesse sentido.
Comparação com o Mundo - É difícil fazer um paralelo em poucas palavras entre a situação no Brasil e no exterior, pois existem muitas condicionantes e variáveis que são adotadas em diferentes países, que englobam, além de diferenciações nas bases técnicas, regramentos e normas específicas, assinala Gazzoni.
Mas, para se ter uma ideia, existem informações de que em países europeus e asiáticos, que invariavelmente possuem expectativa de vida superior e nível de taxa de juros bem inferiores ao Brasil, admite-se um nível de solvência atuarial menor do que 90%. Já nos EUA, com dados de 2009, observa-se que o nível de solvência atuarial de continuidade dos planos americanos é inferior a 80%.
Considerando, sublinha Gazzoni, a recente publicação da Resolução MPS/CGPC nº 09/12 que, dentre outras, imputou uma redução de 0,25 p.p. no limite de 6,00% da taxa real de juros, a cada ano, a partir de 2013 e até 2018 e, por outro lado, levando em conta que a expectativa de vida do brasileiro é inferior a dos europeus, asiáticos e, ainda, americanos, porém apresenta-se em fase de crescimento, tudo indica que há uma necessidade de revisão dos padrões brasileiros. É que todas essas variáveis  são determinantes para a apuração do valor presente das obrigações asseguradas por um plano de benefícios.
Corroborando com os princípios de gestão baseada em risco, é indispensável que as entidades, segundo Gazzoni, verifiquem a aderência de todas as hipóteses e premissas atuariais, bem como monitorem os desinvestimentos às necessidades de liquidez do plano.  “Não basta focar apenas na taxa de juros” lembra Gazzoni.
Por outro lado, cada plano de benefícios possui sua individualidade e, por isso, o prazo de equacionamento deveria observar as características intrínsecas de cada plano, como por exemplo, sua modalidade (BD, CV ou CD), o perfil da massa populacional, o grau de maturidade e nível de risco admitido, em especial aqueles proeminentes, mantendo-se também, sempre que possível, sintonia com as regras internacionais (IFRS/IAS).
Para Gazzoni, tudo isso apenas confirma que “novos ajustes deverão ser realizados na Resolução CGPC nº. 26”.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão (2/5/2013)

FUNDOS DE PENSÃO: FISCALIZAÇÃO MAIS APRIMORADA DA PREVIC JÁ PREOCUPA FUNDOS E ENTIDADES DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E GERA RECLAMAÇÕES

aumento do número de autos de infração motivados por não ter a entidade seguido as recomendações que constam de guias de melhores práticas é algo que preocupa, diz Gema Martins, integrante da Comissão Técnica Nacional de Fomento da Abrapp e representante de patrocinadoras e instituidores no Conselho Nacional de Previdência Complementar  (CNPC). Afinal, procedimentos apenas sugeridos não deveriam ser confundidos como vem sendo com normas estabelecidas. Sem negar a preocupação nem a sua motivação, porém,  o nosso representante na Câmara de Recursos da Previdência Complementar (CRPC), o Vice-presidente do Sindapp, Luís Ricardo Martins, prefere apostar nos efeitos dos esforços que vem sendo desenvolvidos de aprimoramento da fiscalização e que, segundo ele, já tem apresentando resultados. “A crescente implementação da Supervisão Baseada em Risco vem trazendo como consequência uma substancial redução no número de multas”, diz  Martins.
Martins nota que ao longo da série de Encontros Regionais já promovidos pela ABRAPP e SINDAPP os representantes da PREVIC (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) vêm enfaticamente colocando a existência desse esforço de aprimoramento da fiscalização. Os fiscais estão sendo treinados através do País. No entender de Martins, é fundamental que esse treinamento não apenas fortaleça e leve à consagração da Supervisão Baseada em Risco,  como conduza a uma padronização dos procedimentos seguidos pelos diversos escritórios da PREVIC. “Tal uniformização é vital”.
O Superintendente da PREVIC, José Maria Rabelo, também vem dizendo “não ser a nossa ideia transformar o que está nos guias de melhores práticas em regras rígidas”, mas alerta que os procedimentos ali descritos “devem ser vistos sim como um ferramental útil e nunca como algo a ser deixado na gaveta”.
“Se o guia não é seguido, cabe discutir com o gestor porque não segue”, resume Rabelo, segundo quem nos últimos três anos “a PREVIC atingiu a sua maioridadejá contando com os recursos de que precisa em termos de pessoas, processos e sistemas”.
Se a PREVIC está pronta, as entidades também estão. “Temos um sistema cada vez mais robusto e consolidado, o que destoa é ponto fora da curva”, sintetiza Rabelo.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão (30/04/2013)

Nota da Redação: É muito bom saber que a PREVIC vem atingido, nestes últimos três anos, sua independência frente as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), em relação aos recursos humanos e materiais que necessita.
Esperamos ver também o dia em que estará totalmente independente dos recursos financeiros provenientes das EFPC’s, relativos as taxas pagas por estas e que possa sobreviver somente com os recursos governamentais e com as multas que deve aplicar sobre as EFPC’s, em casos de infrações.
Afinal não é correto, nem ético, um órgão fiscalizador governamental ser sustentado com taxas e mensalidades provenientes dos fiscalizados.
Fonte: Vida de Aposentado em Telecom (Aposentelecom.blogspot.com.br)

ASTELPAR – BA Nº63-SISTEL: Eleitos não aprovam alteração do CPqDPREV!

Na Reunião do Conselho Deliberativo da Sistel, REDEL de 26/04/2013, os quatro Conselheiros Eleitos não aprovaram a alteração do Regulamento do plano CPqDPREV, mas os Conselheiros indicados pelas patrocinadoras, como não podia deixar de ser, votaram pela aprovação.

O CPqD criou um novo plano, o INOVAPREV que é de Contribuição Definida, isto é todos os riscos são dos Participantes e Assistidos que não terão a solidariedade da patrocinadora. Simultaneamente o CPqD resolveu mudar o Regulamento do CPqDPREV, que é de Contribuição Variável, retirando todas as garantias que deu aos Participantes.

A criação do INOVAPREV não implica na alteração do Regulamento do CPqDPREV, retirando as garantias que foram oferecidas para que em 2000 os Participantes concordassem em migrar do PBS (Plano de Benefícios da Sistel). Se o CPqD não está satisfeito com as garantias que deu aos Participantes, ao invés de modificar unilateralmente o Contrato Previdenciário deveria fazer um distrato, retornando os Participantes e Assistidos para o PBS original inclusive com o Plano de Saúde (PAMA).

Nota: Regulamento do Plano Previdenciário é também conhecido como Contrato Previdenciário.

Fonte: ASTELPREV (26/04/2013)

DIVERSÃO: ESTE É UM BOM MOMENTO PARA VOCÊ PLANEJAR SUA PRÓXIMA VIAGEM DE FÉRIAS

Muita gente costuma tirar férias e viajar no período entre dezembro e janeiro, por conta das férias escolares, diminuição do número de clientes, férias coletivas, ou simplesmente porque é verão no hemisfério sul e as pessoas querem aproveitar o calor na praia. O problema é que viajar neste período é muito mais caro. As passagens aéreas ficam absurdamente caras, bem como os hotéis e as pousadas.O ideal mesmo é viajar na baixa temporada para economizar e fugir da muvuca dos aeroportos principalmente no final do ano. No entanto, nem todo mundo consegue fazer isto, mas ainda assim é possível economizar bastante se o planejamento for feito antes.

Passagem aérea
Um dos principais gastos é a passagem aérea. No entanto, as companhias aéreas disponibilizam em seus sites ferramentas de busca e compra de passagens que mostram os preços das mesmas disponíveis não só no dia procurado como também alguns dias antes e depois (em geral, 3 dias) desta data. Tendo um pouco de flexibilidade em sua agenda, você pode então procurar uma passagem mais barata. Além disto, muitas companhias oferecem também o parcelamento das passagens, permitindo que você pague aos poucos sem sobrecarregar o orçamento de um determinado mês.Outra dica legal é que você pode procurar por passagens e até pacotes de viagens (passagens + hotéis + aluguel de veículos) em sites de viagens como www.decolar.comwww.submarinoviagens.com.br,www.cvc.com.brwww.viajanet.com.brwww.kayak.comwww.amadeus.net, entre outros. A grande vantagem é que você pode comparar preços, pesquisar datas com preços mais em conta e até procurar por melhores condições de pagamento.
Hotéis
Este é um outro item no qual um bom planejamento pode representar mais dinheiro no bolso. Tendo as datas de viagem e locais já programados, está na hora de pesquisar os hotéis que cabem em seu orçamento. Há diversos sites, além daqueles das grandes cadeias hoteleiras e dos sites de viagem que citamos acima, que permitem que você reserve sua hospedagem sem sair do conforto da sua casa ou do seu escritório  Os mais conhecidos são o www.booking.com e o www.hotel.com.br, entre outros. Uma grande vantagem destes sites é que muitos usuários publicam comentários, notas e até fotos dos locais em que eles já se hospedaram. No entanto, fique atento em relação a algumas promoções, pois muitas delas não permitem o cancelamento da reserva ou mesmo debitam o seu cartão de crédito no momento da reserva. Você pode verificar estas informações antes de concluir o processo, geralmente quando fornece as informações de seu cartão.
Dicas de passeios
Além da busca do Google e sites similares, uma forma de pesquisar o seu roteiro de viagem é através do site www.tripadvisor.com. Nele, os usuários comentam e avaliam os principais pontos turísticos, citam os meios de transporte disponíveis e também avaliam hotéis e restaurantes. Um mapa mostrando os locais de tudo isto ajuda muito no planejamento.Outra dica bacana é usar o Google Maps. Digitando “* Restaurants” na busca de mapas, ele mostra os restaurantes da área exibida no mapa e digitando “*supermarkets” ou “*groceries” você pode localizar algum lugar para as pequenas compras de supermercado. Além disso, é uma ótima ferramenta para verificar se a localização do seu hotel é conveniente. Em muitos casos, você pode usar o recurso do Street View e conferir como é a vizinhança do hotel.
Mais dicas
Um ponto importante no planejamento de sua viagem é ter um seguro para cobrir possíveis imprevistos. Se a viagem for doméstica, é provável que o seu seguro-saúde já cubra problemas de saúde que possam surgir em suas férias. No entanto, se a viagem for internacional é pouco provável que isto ocorra. Neste caso, vale a pena verificar junto à sua administradora de cartão de crédito se a compra de passagens aéreas no cartão de crédito lhe garantem um seguro contra imprevistos, incluindo pagamento de despesas médicas, entre outros.
Agora, se o seu cartão de crédito não lhe oferece estes benefícios, vale a pena contratar um seguro-viagem. Apesar de representar um custo adicional, o seguro-viagem irá lhe proporcionar maior tranqüilidade e comodidade e, em caso de imprevistos, você não correrá o risco do seu orçamento estourar.
Planejar faz parte da diversão de viajar
Para quem gosta de viajar, fazer o planejamento da viagem já é uma grande diversão! Com todas as informações disponíveis hoje em dia na internet, também a família poderá participar ativamente do planejamento da viagem e se divertir juntos.E além de tudo, você ainda pode economizar uma boa grana…
Fonte: Blog Aposentelecom e Minhas Economias (26/04/2013)

SISTEL: DISPONIBILIZADO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO DE 2012, COM OS PRINCIPAIS RESULTADOS DA SISTEL NO ANO PASSADO

Brasília, 24 de abril de 2013
Participantes e Assistidos,
A Fundação SISTEL de Seguridade Social tem como um de seus principais valores a transparência, assim, demonstramos de forma clara e objetiva, os resultados alcançados no exercício de 2012, por meio do Relatório da Administração.
Neste ano, atendendo a sugestões recebidas por meio de pesquisas qualitativas realizadas com grupos de assistidos, optamos por não enviar o Relatório da Administração impresso, reduzindo, dessa forma, custo de impressão e de postagem, colaborando para a sustentabilidade do planeta.
Apresentamos o Relatório da Administração no formato eletrônico, com linguagem simplificada, de fácil leitura e entendimento. Utilizamos gráficos e destacamos informações de relevância facilitando a visualização.
Convidamos você a apreciar o novo formato do Relatório, disponível no Portal Sistel, em área pública, no link Conheça a Sistel. Opcionalmente, pode ser consultado neste link.
Não deixe de conferir! Foi pensando em você, que buscamos desenvolver o melhor!

Fundação Sistel de Seguridade Social

35 Anos de Sistel
Nota da Redação: Cabe destacar alguns dados econômicos financeiros da Sistel em 2012, contidos no Relatório da Administração:
  • A rentabilidade consolidada de todos os planos da Sistel foi de 24,26% em 2012, superando em muito a meta de 10,24%;
  • O patrimônio da Sistel alcançou R$ 15,1 bilhões, mantendo-se na 7a. posição entre todos fundos de pensão brasileiros;
  • O superávit consolidado da Sistel alcançou R$ 2,9 bilhões e todos planos encerraram o ano de 2012 em posição superavitária.
Vamos torcer para que este bom resultado financeiro de 2012 se repita em 2013, mesmo com ambiente de queda de juros já em vigor.
Quanto aos aspectos da seguridade, atendimento e diálogo com o participante, desejamos que 2013 seja infinitamente melhor que 2012. Algumas mudanças já se fazem sentir no início do ano e só nos resta permanecer com o olhar de esperança para as grandes melhorias.
Fonte: Vida de Aposentado em Telecom (Aposentelecom.blogspot.com.br)

FUNDOS DE PENSÃO: PUBLICAÇÃO TRAZ UM BALANÇO DO SEGMENTO DE FUNDOS DE PENSÃO NO PAÍS

A Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC) do Ministério da Previdência Social divulgou na última sexta-feira (19) o Informe da Previdência Complementar. A publicação terá periodicidade semestral e traz um balanço do segmento no país.
O objetivo da publicação é divulgar informações e dados sobre o Regime de Previdência Complementar brasileiro e contribuir para a transparência e fortalecimento do regime. Este primeiro número apresenta dados de junho de 2012. O informe está disponível na página da Previdência na internet, para acessá-lo clique no link:
http://www.mps.gov.br/arquivos/office/1_130419-100612-445.pdf

Fonte: Ascom/MPS (22/04/2013) e Vida de Aposentado em Telecom

APOSENTADOS REJEITAM PECÚLIO OU REEMBOLSO

As alternativas do governo para substituir a desaposentação não agradam

POR MAX LEONE

Rio -  O governo trabalha nos bastidores com duas propostas para tentar evitar que a desaposentação, mecanismo que permite o recálculo de benefícios dos aposentados do INSS que continuam trabalhando com carteira assinada. A discussão gira em torno da volta do antigo pecúlio e a criação do reembolso das contribuições previdenciárias feitas após a concessão dos benefícios pelo INSS.

Sem confirmar as propostas, o Ministério da Previdência limitou-se a informar à Coluna que há 24 mil ações originais, sem contar recursos, tramitando no judiciário pedindo o recálculo. O impacto seria de R$ 70 bilhões no longo prazo, argumenta o ministério para evitar a desaposentação. Atualmente, 703 mil aposentados continuam trabalhando e contribuindo, segundo a pasta.

O vendedor aposentado Luiz Lira da Silva trabalha há 12 anos, desde que se aposentou. “A recontagem do tempo de serviço ajudaria muito”, diz | Foto: André Mourão / Agência O Dia

O vendedor aposentado Luiz Lira da Silva trabalha há 12 anos, desde que se aposentou. “A recontagem do tempo de serviço ajudaria muito”, diz | Foto: André Mourão / Agência O Dia

Os aposentados, no entanto, não abrem mão de usar o dinheiro recolhido para aumentar os benefícios. O governo não comenta o assunto.

“O governo começou a falar em devolver as contribuições, por meio de reembolso. Mas, para o aposentado vale mais a pena a desaposentação. O benefício é recalculado”, afirma Warley Martins, presidente da Confederação Brasileira de Aposentados.

A categoria rebate os argumentos do governo de que o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, provocará rombo de R$ 70 bilhões nos cofres da Previdência.

O senador e o presidente da Cobap defendem que os recursos para bancar a desaposentação são os que foram recolhidos pelo governo quando os aposentados pagam a contribuição, mas não usufruem do dinheiro.

Contribuição devolvida na rescisão

Extinto em 15 de abril de 1994, o pecúlio consistia em uma indenização para os aposentados do INSS que continuavam a trabalhar com carteira assinada. A devolução vinha em parcela única. Os valores eram pagos quando o aposentado parava de trabalhar definitivamente e equivaliam ao total de contribuições. No caso de morte ou invalidez, dependentes e sucessores recebiam o benefício.

Devolução de cinco em cinco anos

Pela proposta de reembolso, as contribuições feitas após a aposentadoria seriam devolvidas de cinco em cinco anos, sem qualquer tipo de correção. Por outro lado, a desaposentação eleva o valor do benefício conforme o tempo de contribuição.

“Mas há casos em que o aposentado não se beneficiaria da desaposentação. Quem continuou trabalhando e passou a contribuir com valores menores não teria aumento”, ressalta Paim, calculando que por este fato mais da metade dos 703 mil aposentados que trabalham não teriam a aposentadoria recalculada.

Recurso será apresentado

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), apresentará recurso esta semana para fazer o projeto da desaposentação tramitar por outras comissões da Casa. A proposta foi aprovada em caráter terminativo em comissão e, assim, seguiria à Câmara, sem passar pelo plenário do Senado.

Braga afirma não ser contra a desaposentação, mas que fará o recurso pelo fato de o governo considerar que o projeto foi aprovado a toque de caixa e precisa ser melhor discutido.

Fonte: O Dia online e associacaoaapt.blogspot.com.br

TODOS OS PLANOS DEVEM MOSTRAR ADERÊNCIA

 
   
Todos os planos devem ter qualificada e fundamentada a sua aderência às hipóteses e premissas atuariais, mas as conclusões devem ficar guardadas, para serem mostradas à fiscalização caso necessário. Apenas as entidades que quiserem ser autorizadas a praticar taxa de juros acima de 5,75% este ano estarão obrigadas a produzir um estudo de aderência e adequação mais profundo e enviá-lo à Previc, explica o Diretor de Assuntos Atuariais, Contábeis e Econômicos da autarquia, Edevaldo Fernandes da Silva.“O estudo não deve ser feito com o fundo pensando em justificar-se perante a Previc, mas sim em criar um fluxo de informações que permita à entidade conhecer melhor a si mesmo e a sua capacidade de honrar os compromissos futuros, entender enfim a lógica e a estrutura do plano”, resume Edevaldo. O que se deseja é abrir verdadeiramente os fluxos de investimentos e de benefícios pagos, tudo dentro de uma visão de longo prazo.

“Com certeza as áreas de investimento e de benefícios vão precisar conversar mais”, observa Edevaldo.

O atuário Antonio Fernando Gazzoni, da Gama Consultoria Atuarial, sugere aperfeiçoamentos. Propõe que seja permitido também aos gestores de planos deficitários a possbilidade de solicitarem a manutenção da taxa de juros acima de 5,75%.

Gazzoni sugere também que as entidades que venham  a fazer a solicitação em 2013, fornecendo toda a extensa documentação requerida, possam se desejar retornar em 2014 com um pedido no mesmo sentido mas simplificado. Isto é, que não lhes seja exigido tudo outra vez.                                                                  

Reginaldo José Camilo, representante das entidades no CNPC, faz uma análise cuidadosa nas novas normas e observa que “os custos precisam ser compatíveis”, mesmo porque o custeio passa a estar no centro das preocupações nesse novo ambiente de juros mais baixos.

Retirada de Patrocínio

Em relação à nova resolução da retirada de patrocínio, o martelo deverá ser batido em uma reunião do CNPC ainda em maio.

Fonte: Diário dos Fundos de Pensão 

Desaposentação: Reembolso de contribuições pode melhorar 40,8%, mas ainda assim não supera a desaposentação para quem trabalhou mais de 4 anos

Correção pela poupança deixa mais vantajosa a proposta do governo de substituir a desaposentação, mas não a supera
O governo quer substituir a troca de aposentadoria (desaposentação) pela regra do reembolso das contribuições. Se for aplicada a correção pela  poupança, o valor a ser pago aos aposentados seria 40,84% maior do que a proposta oficial, que não prevê reajustes.

O reembolso, segundo o governo, seria a devolução das contribuições feitas após a aposentadoria. O pagamento seria feito de cinco em cinco anos. Por outro lado, a desaposentação, proposta pelo senador Paulo Paim (PT-RS), aumenta o valor do benefício de acordo com tempo a mais de contribuição.

No esboço da proposta de reembolso, o governo não especificou nenhum tipo de correção ou juros para o pagamento, mas a inclusão da correção pela poupança pode ser um argumento de barganha para os deputados e senadores da base aliada. O projeto de lei de Paim, pela desaposentação tem apoio das principais entidades de aposentados e pensionistas.

“A desaposentação representa um aumento no patrimônio dos aposentados e é uma reivindicação antiga. O recálculo é justo porque também terá influência nas pensões futuras. O reembolso não”, disse Warley Maritns, presidente da Cobap (Confederação Brasileira dos Aposentados).

Justiça 
O STF (Supremo Tribunal Federal) está julgando se a desaposentação  é legal. A decisão terá repercussão geral, ou seja, vai servir de regra para as 70 mil ações que já estão tramitando na Justiça. De acordo com o INSS, 703 mil aposentados continuam trabalhando.
Fonte: Diário de SP (19/04/2013) e Vida de Aposentado em Telecom

DESAPOSENTAÇÃO: RENÚNCIA À APOSENTADORIA PODE SER OPÇÃO PARA ATÉ 703 MIL BENEFICIÁRIOS DO INSS

Impacto seria de pelo menos R$ 50 bi, diz AGU

Direito é debatido no Congresso e no STF

Com a troca de aposentadoria avançando no Congresso e em debate no Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal tem divulgado seus cálculos sobre o possível impacto financeiro da medida. As estimativas já apresentadas variam de R$ 50 bilhões a R$ 69 bilhões ao longo do tempo. O orçamento do Ministério da Previdência para 2013 é de R$ 362,4 bilhões.A desaposentação ou desaposentadoria, como ficou conhecido o mecanismo, é a possibilidade de se renunciar ao benefício já conseguido para se obter outro mais vantajoso. É interessante para quem se aposentou e continuou na ativa, pois, em muitos caos, quanto mais tempo trabalhado, maior é o valor pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo informou o Ministério da Previdência, em fevereiro de 2012 havia 703 mil aposentados na ativa. Levando em conta apenas os que tinham aposentadoria por tempo de contribuição em dezembro de 2010, o recálculo dos benefícios significaram um impacto de R$ 69 bilhões “no longo prazo”, informou a pasta.

Na última quarta-feira (10), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou o projeto de lei 91/2010, que autoriza a desaposentação. Caso nenhum senador apresente recurso, nem é preciso votação no plenário da Casa. O texto segue para a Câmara dos Deputados.

Como ainda não há previsão legal, há pelo menos dez anos os aposentados têm buscado a troca na Justiça. O número disparou depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a se posicionar favoravelmente à aposentadoria.

Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), que defende o INSS na Justiça, existem atualmente 24 mil ações em tramitação. A decisão sobre elas, porém, está suspensa, à espera de uma posição do STF em dois recursos extraordinários. A data de julgamento ainda não foi definida.

Essa decisão do STF pode, em tese, adiantar-se de certa forma à própria lei, pois o INSS possivelmente irá começar aceitar os pedidos de desaposentadoria na esfera administrativa se a posição do Tribunal for favorável ao direita. Ou seja, o beneficiário não precisaria sequer entrar com uma ação judicial para obter a troca – bastaria pedir numa agência da Previdência Social.

“Como esse recurso (no STF) tem repercussão geral, a postura que a AGU tem adotado e que o INSS tem observado é que as decisões do Supremo são utilizadas como referência para a própria administração rever [sua postura], independente de ação judicial”, diz ao iG Gustavo Augusto Freitas de Lima, diretor-substituto do Departamento de Contencioso da Procuradoria-Geral Federal, órgão vinculado à AGU. “Muito provavalmente, a orientação que for dada no Supremo será adotada. Se ganharmos, essa posição será adotada. Se o Supremo tiver uma posição distinta, muito possivelmente essa orientação será replicada mesmo para quem não entrou com ação judicial.”

Com base nessa interpretação, Lima afirma que o cálculo de uma decisão do STF a favor da desaposentadoria poderia chegar a R$ 50 bilhões nos próximos 20 anos.

“A estimativa que temos hoje é que 500 mil aposentados estão enquadrados nessa situação. Ou seja, continuam trabalhando. Essas são as pessoas que potencialmente poderiam ser atingidas por esse tipo de decisão”, diz Lima. “A estimativa é que, se o Supremo acatando essa tese, se ela for aplicada a esses 500 mil aposentados, haveria um custo adicional de R$ 50 bilhões nas contadas da Previdência, que se refletiria nos próximos 20 anos.”

O STF, entretetanto, poderia restringir a abrangência da decisão.

“A depender da decisão, a gente vai saber se os 500 mil serão ou não atingidos. O Supremo pode dizer não, a desaposentação não existe ou existe a partir do momento tal.”

Devolução da aposentadoria

Para o diretor-substituto, caso o STF venha a reconhecer o direito à troca de benefício, deverá ao menos obrigar que os interessados devolvam os valores já recebidos a título de aposentadoria. Essa posição está prevista numa súmula da Turma de Uniformização dos Juizados Especiais Federais, que são uma porta de entrada de milhares de ações contra o INSS, mas não é majoritária no STJ.

“Se o Supremo acatar a tese da desaposentação, você teria de devolver o dinheiro recebido da primeira aposentadoria para que você tenha um tratamento isonômico”, diz Lima. “Isso é uma questão importante, porque senão é uma injustiça muito grande com quem esperou para se aposentar. Quem acreditou na regra não pode ser prejudicado”

O projeto que tramita no Senado isenta o trabalhador de devolver o dinheiro, mas também impede que ele contabilize, para fins de obtenção da nova aposentadoria, os anos trabalhados enquanto recebia o benefício. Ou seja, o interessado só poderia levar em conta os anos de contribuição anteriores à aposentadoria e posteriores à renúncia. Como o texto ainda não foi aprovado, Lima preferiu não avaliar se, mesmo nessas condições, deveria haver ou não devolução.
Fonte: iG Notícias (18/04/2013) e Vida de Aposentado em Telecom