Entrevista do candidato ao Conselho Deliberativo da Sistel Carlos Alberto Burlamaqui

Leia, a seguir, a entrevista do candidato ao CD da Sistel, Carlos Alberto Burlamaqui,  apoiado pela APAS-RJ, concedida ao jornalista João Carlos Fonseca.

 J.C.FONSECA – O Sr. poderia dar seu nome e posição?

Burlamaqui  -  Meu nome é Carlos Alberto de Oliveira Castro Burlamaqui. Atualmente sou Presidente da APAS-RJ – Associação dos empregados, aposentados e pensionistas do setor de telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro.

J.C.FONSECA – Poderia resumir seu currículo?

BurlamaquiSou carioca. Tenho 76 anos de idade. Sou  engenheiro metalúrgico pela Universidade Federal Fluminenses (UFF), turma de 64. Casado, pai de três filhos e avô de cinco netos. Deixei a Telerj para me aposentar.

J.C.FONSECA – A essência de sua carreira  profissional.

Burlamaqui – Durante três décadas (66-96) trabalhei na Telerj, ascendendo de Chefe de Seção a Chefe de Departamento de Gestão de Investimentos da Diretoria Técnica.

J.C.FONSECA – O que fazia nesse Departamento?

Burlamarqui – Fui responsável pelo planejamento  dos investimentos em expansão da Diretoria Técnica da Telerj.

J.C.FONSECA – Por que  quer ser Conselheiro da Sistel?  

Burlamaqui -  O Conselho é um lugar-chave para a defesa dos interesses dos participantes e assistidos. Com a experiência que acumulei, acho que posso influir positivamente nas decisões que afetam os sistelados.

J.C.FONSECA – A que experiência se refere?

Burlamaqui -  Como diretor da APAS RJ desde seu início e como seu atual presidente  bem como fundador e ex-diretor da FENAPAS

J.C.FONSECA – Há ameaças aos interesses dos Participantes e Assistidos?

Burlamaqui – Sim, principalmente no tocante ao nosso Plano de Saúde – algo vital para nós – e que, segundo a Sistel, estaria se tornando deficitário.

J.C.FONSECA – Qual a diferença entre PAMA e PCE?

Burlamaqui – O  PAMA é um Plano de Saúde para todos os assistidos dos Planos PBS´s da Sistel. Paga-se uma coparticipação pelos serviços médico-hospitalares efetivamente realizados. No caso de internação e tratamentos de alto custo, o pagamento desta coparticipação pode se tornar  inviável. Já o PCE  é um programa do plano PAMA  para “coberturas especiais”. Quem aderiu ao PCE paga uma mensalidade, além de uma coparticipação nas despesas. Mas não paga nada nas internações, radioterapias e afins.

J.C.FONSECA – Onde reside a ameaça?

Burlamaqui -  De algum modo, seria a extinção, do Fundo Garantidor do PAMA  cujo custeio é de responsabilidade das Patrocinadoras..

J.C.FONSECA – Isso afetaria o  PCE?

Burlamaqui – O programa PCE é pago integralmente pelos assistidos. A Sistel está impondo  aumentos abusivos no que devemos pagar, sem as devidas justificativas. Esta é a razão pela qual a APAS-RJ ajuizou uma Ação Civil Publica para impedir este aumento.

J.C.FONSECA – Mais algum esclarecimento?

Burlamaqui – Nosso entendimento é que a Sistel está transferindo a responsabilidade do custeio do PAMA das patrocinadoras para os participantes do programa PCE, visto que o aumento das contribuições mensais do PCE são exageradamente superiores ao necessário para o pagamento dos benefícios adicionais do programa.

J.C.FONSECA – Quando vão ser as eleições? 

Burlamaqui – As eleições começam as 08:00 horas da  2ª feira, dia 16 de março e se encerram às 18:00 horas de 4ª  feira do dia 25 de  março.

J.C.FONSECA – Alguma recomendação?

Burlamaqui – Sim. Para votar será necessário utilizar uma senha que a Sistel já enviou aos assistidos. É muito importante guardar bem essa senha. A votação será por telefone gratuito e por internet.

J.C.FONSECA – Como ocorreu sua indicação para candidato?

Burlamaqui -  Fui indicado, por unanimidade, em reunião conjunta da Diretoria e dos Conselhos Consultivo e Fiscal da APAS-RJ.

J.C.FONSECA – Quais os pontos relevantes, que pretende na sua plataforma?

BurlamaquiA continuidade do plano assistencial (PAMA) para o beneficiário, em caso de falecimento do titular nas mesmas condições do titular; a simplificação e agilização do processo de concessão do benefício de pensão por morte; isenção de coparticipação para as cirurgias de internação para os participantes do PCE; e melhoria da quantidade e da qualidade da rede credenciada do PAMA.

J.C.FONSECA – O que pensa sobre o superávit?

Burlamaqui – O superávit é um direito do assistido previsto na Lei e nos Regulamentos. Há uma posição polêmica quanto à distribuição desse superávit. Um posicionamento radical da Telebrás — uma empresa estatal — vem impedindo a distribuição desse dinheiro.

J.C.FONSECA – Por que é importante ser representante dos assistidos na Sistel?

Burlamaqui – Além de tomar conhecimento de toda a gestão da Fundação Sistel  é possível atuar – ainda que minoritariamente – em todas as decisões que atingem o assistido e o participante.

J.C.FONSECA – Somos minoria?

Burlamaqui – Os participantes e  assistidos participam do Conselho Deliberativo com quatro membros e as Patrocinadoras com oito. Estamos sempre em minoria. Dificilmente podemos vencer qualquer caso que  nos favoreça.  

J.C.FONSECA – Poderemos conseguir a paridade?

Burlamaqui -  A Lei Complementar nº 108, de 29.05.2001, dispõe sobre a relação entre as entidades públicas e sua previdência complementar. A Sistel utiliza essa Lei 108, em casos exclusivos de seu interesse. Essa Lei prevê paridade entre os membros dos assistidos e das patrocinadoras. Se a Telebrás é parte integrante da Sistel e é uma empresa estatal, a Lei  108 deveria  nortear esse relacionamento.

J.C.FONSECA – O diálogo fará parte de sua atuação?

Burlamaqui -  Vamos estar em contato permanente não só com os gestores da Sistel como  com os demais representantes das Patrocinadoras. É importante para estabelecer um diálogo e chegar a um acordo satisfatório para as partes.

J.C.FONSECA – Como é atualmente o relacionamento da APAS RJ com a Sistel?

Burlamaqui -  Nós sempre atuamos e pretendemos atuar em  parceria com a Sistel. Isso não impede que tenhamos posições divergentes, mas para tanto, podemos recorrer à Justiça sempre que necessário,

J.C.FONSECA – Suas palavras finais

Burlamaqui – Tenho o compromisso com todos, depois de eleito, para atuar sempre no interesse dos participantes e assistidos. Vou trabalhar com entusiasmo e querendo colaborar efetivamente, apesar das dificuldades que venham a ser encontradas. Vou utilizar o meu mandato em defesa dos participantes e assistidos, com a maior transparência. Darei publicidade através da APAS-RJ, aos interessados sobre todas minhas decisões, atuando sempre dentro dos valores éticos. 

FENAPAS faz carta ao presidente do CD da SISTEL cobrando providências sobre comportamento de Conselheiro.

Ao tomar conhecimento, através de Associações Afiliadas à FENAPAS, que a ASTEL-ESP estava enviando e-mails a sistelados de outros Estados, contendo informações alarmantes e catastróficas sobre a situação atuarial do PAMA e do seu Programa PCE, antes de qualquer deliberação por parte do Conselho Deliberativo da SISTEL e que nestes e-mails registram-se textos difamatórios, contra a SISTEL e seus ex-gestores e como o presidente da ASTEL-ESP é conselheiro da SISTEL e responsável por estas publicações, a FENAPAS enviou ao Presidente do Conselho Deliberativo da Sistel a Ct.001/2015, em 22/01/2015, solicitando o enquadramento deste Conselheiro aos dispositivos regulamentares pertinentes.

Fonte: Site da FENAPAS