Carta resposta aos Conselheiros eleitos da Sistel

ASSOCIAÇÃO DOS EMPREGADOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SETOR DE TELECOMUNICAÇOES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Rio de Janeiro, 26 de maio de 2026.

Aos Conselheiros eleitos do Conselho Deliberativo da Sistel.

Acusamos o recebimento do e-mail “Resposta ao e-mail da APAS-RJ” de 13/05/2026, com a justificativa dos Conselheiros eleitos, da não aprovação da distribuição do superávit 2024 do PBS-A, cuja resposta observamos inconsistências com relação a posicionamentos anteriores.
Primeiramente, gostaria de informar que a APAS-RJ atua a 29 anos, com afinco, em defesa dos interesses dos assistidos e, em particular dos assistidos do PBS-A, e sabemos claramente os procedimentos necessários da destinação do superávit até a sua efetiva distribuição, e temos plenos conhecimentos das dificuldades e exigências envolvidas.
O fato é que o voto contrário dos Conselheiros eleitos que desencadeou a não aprovação, na Redel, da distribuição do superávit 2024, e vai na direção oposta da maioria dos interesses dos assistidos do PBS-A, que já se manifestaram, inclusive em assembleias, por receber os superávits o mais rápido possível devido a necessidades financeiras e as idades avançadas.
A justificativa como medida de prudência em função do déficit atuarial do plano assistencial não nos parece lógico, pois os senhores Conselheiros em seu comunicado 10/2015 de 24/11/2025 sobre ”Esclarecimentos do Reajuste de 11,31% no plano PAMA_PCE, vigência a partir de dezembro – 2025″, afirmam que:

“É importante destacar que, paralelamente a esse processo, os assistidos vinculados ao PBS-A – que constituem a maior parcela da população assistida – vêm recebendo superávit, assim como os participantes do PBS Telebrás. Entretanto, tais superávits pertencem exclusivamente aos respectivos grupos, não podendo ser utilizados para compensar o déficit do plano assistencial em questão, conforme legislação e normativos aplicáveis.”

Qual a coerência na informação deste comunicado e as decisões tomadas pelos senhores na Redei. Nós pensamos da mesma forma que os senhores, nesta parte do comunicado, ou seja, os superávits dos planos previdências não podem ser utilizados para compensar déficits do plano assistencial. Logo a não aprovação, na Redei, da distribuição do superávit do PBS-A de 2024 são inconsistentes com as informações do comunicado e não justifica nenhuma medida prudencial.

Informamos aos senhores que tal medida desagradou a maioria dos assistidos do PBS-A que vocês representam, e ao nosso ver foi uma decisão equivocada pois ela em nada interfere na situação do plano Previdencial.

Aliás, em relação ao déficit atuarial do plano assistencial já colocamos a nossa posição em nossa Ct.003/25 de 19/11/2025 endereçada ao Presidente da Sistel e com cópia ao presidente do Conselho Deliberativo e para os senhores Conselheiros.

Atenciosamente,

Paulo Sergio Longo

Presidente da APAS-RJ

 

 

Cc. Presidente Conselho Deliberativo e Conselheiros representantes das Patrocinadoras.

Resposta dos Conselheiros eleitos ao e-mail da APAS-RJ

———- Mensagem original ———-
De: Flordeliz Maria de Moura Rios <flordelizmrios@yahoo.com.br>
Para: “PAULO LONGO – Pres.APASRJ APASRJ” <longo1943@gmail.com>
Cc: Secretaria Sistel <secretaria@sistel.com.br>, ÍTALO JOSÉ PORTINARI GREGGIO <italogreggio@hotmail.com>, EZEQUIAS FERREIRA <ezequiasferreira@terra.com.br>, Marco Schroeder <marcosch1964@gmail.com>, Eduardo Bernal <eduardoabernal@gmail.com>, Marcos Mendes <marcos.afmendes@gmail.com>
Data: 13/05/2026 13:48 -03
Assunto: Resposta e-mail da APAS – RJ de 06/05/2026

CT Conselheiros eleitos – 13 de maio de 2026

Ao Presidente da APAS-RJ

SR. PAULO LONGO,

Acusamos o recebimento do e-mail da APAS-RJ enviada à Sistel datado de 06/05/2026, questionando a razão do voto dos quatro conselheiros eleitos contrário “à distribuição imediata do superávit do PBS-A ano 2024” registrada na ATA REDEL de 23/04/2026.

Salientamos, inicialmente, que não se trata de “distribuição imediata”, conforme mencionado em sua correspondência. Esclarecemos que, entre a destinação do superávit e sua efetiva distribuição, há um longo e complexo percurso a ser percorrido. Até que os valores sejam refletidos no holerite de aposentados e pensionistas, o processo depende de análises e aprovações de órgãos governamentais, como a SEST e a PREVIC. Somente os Conselheiros Deliberativos têm plena dimensão das dificuldades e exigências envolvidas para que o superávit seja, ao final, efetivamente recebido pelos assistidos/pensionistas, requerendo dos mesmos uma constante atuação presencial.

É importante esclarecer que a nossa manifestação contrária não representa oposição à distribuição de superávits aos assistidos/pensionistas. O posicionamento adotado decorreu, exclusivamente, da necessidade de observância dos requisitos legais, regulamentares e atuariais aplicáveis ao plano, bem como a necessidade de uma análise técnica apresentada no processo.

Conforme exposto pela SISTEL, destacamos que o fundo financeiro assistencial PAMA apresenta atualmente situação deficitária, cuja responsabilidade histórica e contratual vem sendo objeto de discussões e negociações junto às patrocinadoras e à própria entidade.

Nesse contexto, entendeu-se como medida de prudência que qualquer deliberação acerca de eventual distribuição “imediata” de superávit deve ser analisada com cautela, considerando os impactos patrimoniais, atuariais e financeiros decorrentes desse passivo assistencial ainda não equacionado.

Assim, o voto apresentado pelos Conselheiros eleitos teve como fundamento proteger os interesses coletivos de participantes e assistidos, tanto no presente quanto no longo prazo.

Por fim, esclarecemos que eventual distribuição futura de superávit poderá ser reavaliada oportunamente, à luz dos estudos técnicos, atuariais e jurídicos pertinentes, observadas as condições regulamentares vigentes.

Eventual questionamento acerca das condições do acordo que resultou na retirada da Ação Judicial da FENAPAS, (AÇÂO DA CISAO DOS PLANOS PBS`s- cognominada de Hecatombe) esclarecemos que a análise da distribuição do superávit não pode ser dissociada da realidade econômica e social da mesma massa de participantes. Embora se tratem de planos distintos — plano previdenciário e plano assistencial — há inequívoca inter-relação entre ambos, uma vez que o PBS-A concentra a maior parcela de usuários do PAMA, além de reunir participantes com a menor média de benefícios entre os PBS’s.

Nesse contexto, eventual distribuição imediata de reservas previdenciárias, sem a devida consideração dos passivos relevantes existentes no fundo assistencial, pode acarretar desequilíbrios futuros e comprometer a sustentabilidade da proteção a esse mesmo grupo populacional.

Qualquer dúvida pode e deve enviar correspondência diretamente para nós quatro conselheiros. Pois, nosso objetivo é o mesmo, lutar pelos participantes, assistidos e pensionistas.

Atenciosamente,

 

Ítalo, Ezequias, Eduardo Bernal e Flordeliz.